quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A TRAGÉDIA DE SANTA CATARINA




Em Maio escrevi um post intitulado “A Empáfia do Homem”, onde eu afirmo que o homem se considera o ser superior do universo, acredita poder manipular a vida, recria-la, acredita que sua tecnologia lhe dá o poder de tudo, mas mostra-se uma vítima indefesa e incapaz de controlar a fúria da natureza. E, infelizmente, tivemos mais uma amostra disso, que foi a tragédia de Santa Catarina.
O programa “Profissão Repórter”, liderado pelo excelente Caco Barcelos, têm se destacado como o melhor programa jornalístico da televisão brasileira, na minha opinião, e hoje apresentou mais uma excelente reportagem, triste e emocionante, cobrindo o desastre em Santa Catarina.
É doloroso ver o sofrimento de tanta gente. Milhares de pessoas perderam todos os bens que tinham em suas vidas, perderam tudo! Uma senhora, que apareceu no programa, perdeu os móveis, as roupas, a casa. Mas perdeu coisas mais preciosas ainda, perdeu a família inteira: pais, marido, filhos, netos. Sobreviveram apenas ela e um dos filhos. Imagine a dor dessa senhora, e de tantas famílias em situação semelhante.
Mas esse povo também têm dado uma grande lição de vida a todos nós. Depois da tragédia, levantar a cabeça e seguir em frente, reconstruir suas vidas! Tem se mostrado unido, nesse momento de dor. Bombeiros e voluntários que são verdadeiros heróis. E o povo brasileiro também tem dado um grande exemplo, com milhares e milhares de doações à população catarinense.
Às vezes nós lamentamos, nos queixamos com pequenas coisas que acontece em nossas vidas, e de repente presenciamos os verdadeiros dramas da vida, e percebemos que nossos problemas são tão pequenos, tão insignificantes perto dos problemas de outras pessoas. Me pergunto se eu, nessa situação, teria essa força para reagir, para me levantar e reerguer minha vida. Não sei, só sei que nos momentos mais difíceis é que encontramos força dentro de nós para dar a volta por cima.
Uma das muitas lições que essa tragédia nos deixa é de pararmos de dar tanto valor as coisas materiais, pois elas podem simplesmente ir embora de uma hora para a outra. E darmos valor
para as coisas que realmente importam, que são nossos valores e as pessoas a nossa volta, pois nunca sabemos o momento que elas não estarão mais conosco.